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Que modelo de gestão o prefeito eleito de Caicó quer imprimir pelos próximos quatro anos?

Em Caicó por RedaçãoDeixe um comentário

Em uma entrevista exclusiva concedida a nossa jornalista, Gláucia Lima, Collecione teve acesso ao prefeito eleito, Batata e conversou com ele sobre questões diversas, e claro, enfoque máximo nas atividades que envolverão a sua administração em Caicó.

Robson de Araújo nasceu em São Paulo/SP, no dia 22 de julho de 1975. É filho de Maria Izabel de Araújo e o novo prefeito de Caicó, pelo menos, para a gestão 2017/2020. Sua primeira experiência no rádio foi em 1996, na Rádio Rural de Caicó, onde trabalhou até o ano de 2001. Depois de um tempo afastado dos microfones, o radialista voltou ao ar em 2004, já na 106 FM e permaneceu até 2007, mesmo ano em que retornou para a Rádio Rural, a convite do então diretor, Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo.

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Locutor de campanhas memoráveis, Batata sempre nutriu a admiração pela política e deu sinais de que disputaria um mandato popular. Em 2012 disputou uma vaga no legislativo pelo PMDB – partido que permaneceu por trinta anos – e foi o segundo mais votado com 1.326 votos. Em 2016, Batata lançou sua candidatura na disputa da majoritária pelo PSDB e foi eleito prefeito de Caicó com 37% dos votos.

No total, o prefeito eleito obteve 12.687 votos, enquanto o adversário, Roberto Germano ficou com 9.767. O terceiro colocado, Tadeu obteve 5.795 votos, o que representa 16,96%. João Braz ficou com 4.311 (12,61%) e Nilson Dantas conquistou 4,72% do eleitorado, com 1.614 votos. Seu vice é o empresário Marcos José (PP). Um dos maiores desafios do novo prefeito à frente da cidade mais populosa região do Seridó será enfrentar a crise econômica, e, segundo ele, resgatar a autoestima do povo. Confira, a seguir, o bate-papo com o novo gestor.

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GL - Por que você decidiu ser prefeito de Caicó?
Batata – Para mostrar que é possível fazer uma gestão com ousadia, atitude e transparência.

GL - Em algum momento da campanha você achou que não seria eleito, ou as pesquisas – que sempre lhe davam maioria – já lhe asseguravam da vitória?
Batata – Todas as pesquisas nos davam a maioria, por isso sempre achei que seria eleito, pelo sentimento de mudança que havia nas ruas.

GL – Muito se falou em preconceito. Como foi a sua vivência e qual o preconceito que se mostrou mais forte? Sexual? Social? Profissional? Como você reagiu a tudo isso?
Batata – Todos os preconceitos foram lançados, mas a cada dia havia uma superação, através do trabalho e determinação.

GL – Como você define a gestão Batata e Marcos?
Batata – Gestão compartilhada, como novas visões e ações voltadas especialmente para o povo.

GL – Você sabia qual a real situação administrativa e financeira do município quando lançou sua candidatura a prefeito?
Batata – Não, mas estou pronto para encarar as dificuldades que estão por vir.

GL – Qual o canal que o prefeito manterá com o povo para saber como estão vendo a sua administração?
Batata – Rádios, redes sociais, ouvidoria, entre outros canais que vamos instalar em nosso mandato.

GL – Sua equipe terá perfil técnico ou político?
Batata – Técnico, porque o governo precisa de planejamento e pessoas certas nos lugares certos.

GL – Qual será o maior desafio da sua gestão?
Batata – Os desafios são muitos, mas precisamos, acima de tudo, resgatar a autoestima do nosso povo. Faremos um governo que possa gerar empregos, obras e rendas, mostrando transparência e retidão ao município.

GL – Na campanha muito se falou em “cortar na carne”. O que vai significar isso na prática? Que mudanças você deseja fazer?
Batata – Significa cortar gastos, reduzir custos, melhorar o controle interno de licitações, dentre outras medidas que teremos que tomar, principalmente no início do mandato.

GL – Você disse que levará o gabinete para a antiga prefeitura e que vai se chamar Manoel Torres, em homenagem ao político de saudosa memória que já foi, inclusive, homenageado por esta revista. Por que homenagear Seu Manoel?
Batata – A ideia está mantida, mas teremos que fazer uma pequena reforma no prédio, por questões de acessibilidade e adaptações. O gabinete sendo na prefeitura “antiga”, deixa o mandato mais perto do povo. Quanto a Seu Manoel, digo que homenagear um homem que sempre foi muito reto com suas atitudes, é homenagear a honestidade na política, coisa rara, hoje em dia, lembrando sempre do seu legado. Caicó, sempre teve em Manoel Torres, o espelho de um homem honesto.

GL – Voltando para o rádio, você disse em outra entrevista que não vai conciliar rádio e mandato porque uma coisa inviabiliza a outra, mas para os seus ouvintes que esperança mensagem você deixa?
Batata - Fica difícil, administrar uma cidade do tamanho de Caicó e apresentar um programa de rádio com três horas de duração. Durante o nosso mandato, sempre estaremos em contato com a população através da mídia do governo que também será feita através do rádio. Aos ouvintes, um agradecimento por tudo o que aconteceu em minha vida, através do rádio, com a certeza que voltaremos um dia, porque só a saudade reconstrói esse amor.

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Fotos: Dyego Leandro

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