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Os netos na Festa da avó: as juventudes de Sant’Ana!

Em Caicó, Cultura por RedaçãoDeixe um comentário

De geração em geração, a Festa de Sant’Ana se renova, e mesmo tão antiga, recebe todos os anos uma grande ajuda de quem ainda está no auge da juventude. Continuando a nossa série de reportagens sobre alguns personagens da Festa, tão essenciais e por vezes despercebidos, e aqui estão os jovens.

Quem foi ao Jantar de Sant’Ana pode nem ter notado, mas antes de tudo começar, foram eles que deixaram as mesas e cadeiras prontas para que você se sentasse e degustasse confortavelmente o seu prato. Nas procissões, passeatas, carreatas, são eles que lá estão animando e fazendo a festa. Nas novenas e celebrações, desempenham papel essencial recolhendo a sua oferta. Entre tantas outras funções, seja por um acolhimento fraternal, por uma ajuda dada a alguém ou pela presença certa e vigor necessário, as juventudes se destacam na Festa da padroeira, e é no mês de julho que os grupos de jovens se unem, e tantos viram um só.

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“O trabalho nem sempre é leve, muitas vezes terminamos muito cansados, mas é tão gratificante que o que queremos é que a próxima Festa chegue logo”, afirma Izabel Cristina de Medeiros. Com 24 anos de idade e cursando Odontologia, ela sabe o que fala. Há 7 anos nos grupos, diz que não conseguiria viver uma Festa tão completa se não ajudasse no trabalho da Paróquia, e vai além: “Eu seria menos feliz se não estivesse aqui. Vemos de perto quão grande é a fé do seridoense, e isso só engrandece a nossa própria fé. Ainda jovens, presenciamos fortes testemunhos dos mais velhos e nos inspiramos”, completa.

Quem teve o mesmo destino foi Sandy Iuke de Medeiros. Levado aos 8 anos de idade pelo irmão que já ajudava na Paróquia, ele até hoje permanece nos trabalhos juvenis, e tem a gratidão como combustível para prosseguir. “Sou muito grato por tudo o que aprendi aqui, e levo esses ensinamentos aonde vou”, pontua. Sandy Iuke, com 18 anos de vida e estudante de Direito em Natal, não sabendo até quando poderá continuar ajudando nas festas religiosas, já pensa no futuro: “Temos a missão de já preparar as crianças e os novos jovens, plantarmos e colhermos os frutos, para que nunca morra esse grande trabalho e essa esperança de uma juventude sempre viva na Catedral de Sant’Ana”, conclui.

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Mas se engana quem pensa que somente estudantes desempenham esse papel. Caio Canuto, 24 anos de idade, auxiliar de escritório, bacharel em Ciências Contábeis e músico, é prova inconteste disso. Há pouco mais de três anos, ele começou a usar o seu dom musical para ajudar na igreja, e não pensa em parar. “Eu não me vejo sem a juventude e sem a Festa. É um momento tão mágico e lindo que já faz parte da minha vida, e não quero me desfazer jamais. Se não houvesse jovens e a Festa, seria um pedaço de mim que faltaria”, conta com lágrimas aos olhos.

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“Sem o trabalho das juventudes, a Festa de Sant’Ana não teria a cara que tem, pra todos os rostos e com a união de muitos, e esse é o nosso diferencial”, conclui Caio, e nós concordamos com ele. A Festa de Sant’Ana se completa com os jovens, e eles se orgulham de tê-la como complemento para suas vidas, afinal, muitas amizades, romances e exemplos vividos na Festa permanecem vivos. Seja na Catedral ou pelas ruas, nos eventos religiosos ou sociais, Sant’Ana tem netos e netas, rapazes e moças, comprometidos com o que fazem, e a eles o nosso reconhecimento e agradecimento.

Por: Augusto Maia

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