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O exército “invisível” de Sant’Ana

Em Caicó, Histórias por Redação1 Comentar

Ao longo da Festa de Sant’Ana, muitas são as pessoas, homens ou mulheres, jovens ou idosos, ricos ou pobres, que participam diretamente da composição da estrutura dos eventos religiosos e sociais. Neste domingo, dia mais importante da Festa de Sant’Ana, em que a grande procissão sai com a imagem da padroeira pelas ruas da cidade, escolhemos falar sobre algumas pessoas que estão mais próximas da convivência paroquial, e fazem da Catedral a sua fortaleza de trabalho.

Uma delas é Janeilto Pereira, sacristão da Paróquia. A rotina dele não é fácil, e começa logo cedo, com a abertura da igreja às 5h30 da manhã, permanecendo aberta para visitação até às 10h. À tarde, às 16h, ele reabre o templo e lá permanece até terminarem as confissões após as novenas, muitas vezes passando das 22h.

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Apesar da dificuldade, Janeilto, que já foi seminarista, gosta do que faz. “A função principal do sacristão é zelar os vasos, as imagens, a igreja, e também realizar a limpeza do templo, e eu faço porque gosto, faço por amor”, pontua o homem que cuida da igreja mais importante da região. Se alguém precisa abrir as portas, limpar os altares e pisos e preparar os objetos litúrgicos para as celebrações, outra pessoa precisa cuidar do som da igreja, afinal não fosse por ele, a multidão não escutaria o que se diz nas missas e novenas.

Quem realiza esse serviço é Judas Tadeu, que além de controlador de som, é diácono permanente. “Estou dando uma contribuição no controle de som, já que o equipamento é novo e ainda não temos voluntários disponíveis para essa função”, declara Tadeu, que passou todas as novenas dentro do estúdio sonoro da Catedral. “Fico sempre no estúdio para evitar algum problema. Enquanto a igreja precisar de mim, estou à disposição, por amor a Deus”, finaliza.

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Se para as celebrações acontecerem precisa-se de igreja aberta e som funcionando, não menos importante é o Livro do Peregrino, pelo qual os fiéis acompanham o rito litúrgico. Para que os livros sejam vendidos, uma equipe se desdobra e se entrega durante toda a Festa. Lúcia Costa, uma das integrantes do grupo, não se vê sem o serviço. “Eu não posso deixar de fazer alguma coisa pela Festa, porque a Festa foi construída com a unidade e a força do povo. Não seria eu mesma se não prestasse o meu serviço, e a gente recebe as bênçãos de Sant’Ana”, conclui.

Por mais simples que seja um serviço, pode fazer muita falta no resultado final, e durante os últimos dias, fizemos uma série de reportagens sobre personagens importantíssimos para todo o festejo, e que na maioria das vezes são invisíveis para a multidão. Encerrar com os mais próximos a Sant’Ana, que durante toda a Festa estiveram na Catedral, é uma honra, e a Collecione se orgulha de todos aqueles que não medem esforços para fazer a Festa de Sant’Ana crescer, ano após ano. Como caicoenses, o nosso muito obrigado!

Por: Augusto Maia

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RedaçãoO exército “invisível” de Sant’Ana
  • Katalinny

    Faltou falar das pessoas que doam suas vozes para que as celebrações fiquem mais bonitas, dos outros grupos de cânticos das outras paróquias que se doaram para ajudar nas missas das 17:00h, dos músicos e muitos outros invisíveis…