franciscoeletronica_capa

Mente de ouro; mãos de prata: A história de Chiquinho, técnico em eletrônica, há mais de 50 anos em Caicó

Em Histórias por Redação5 Comentários

O caicoense, como todo bom brasileiro, adora ficar a par do que acontece, independente do meio de comunicação. Na década de 1960, o rádio imperou como o veículo de maior bem querer. Aos poucos e com o passar dos anos, os televisores foram também se popularizando e conquistaram o seu espaço. Cabia, portanto, aos técnicos em eletrônica, as funções de zelar pelos aparelhos que tamanho apreço das famílias da época.

Foi nesse embalo que Francisco de Assis de Medeiros Filho, mais conhecido por “Chiquinho de Chico Mamão”, 67 anos, ingressou no ramo da Eletrônica. Apesar de que antes já havia sido vendedor de gibis na porta do primeiro cinema de Caicó, o Cinepax, e ainda ter trabalhado por anos no bar da Praça do Coreto.

“Aos 17 anos ingressei no curso de Técnica em Rádio e TV, em 1964, incentivado por dois primos que já desempenhavam por aqui esta função. Naquela época os serviços eram mais direcionados aos aparelhos de rádio, visto que televisores só tinham três na cidade. Fiz o curso à distância, via correspondência, com o material todo do Instituto Rádio Técnico Monitor, direto de São Paulo/SP”, relembra.

franciscoeletronica_01

Após ter concluído o seu primeiro curso na área, Chiquinho foi trabalhar no escritório de Raimundo Nonato para somar serviços em comum acordo. “Trabalhei com ele durante cinco anos. Depois a demanda de serviços aumentaram e as pessoas começaram a me chamar pra fazer trabalhos extras. Deste modo sai e fiquei trabalhando em casa de 1969 a 1993 quando firmei um ponto comercial chamado FM Eletrônica, no centro de Caicó, aqui no térreo do Edifício Sant’Ana, onde estou até hoje”, conta.

franciscoeletronica_02

Ele faz um comparativo dos equipamentos do passado e os mais atuais. “Os aparelhos novos são praticamente descartáveis devido a dificuldade de ter o material compatível para poder fazer a manutenção necessária. As coisas estão evoluindo rápido e as pessoas não querem mais os antigos em casa. Hoje em dia os novos aparelhos têm qualidade de imagem, mas não durabilidade de uso. De cada dez coisas que vem pra cá, sete são bem antigas como aparelhos de rádios, televisores de tubo e ventiladores”, afirma.

franciscoeletronica_03

Pra finalizar, Chiquinho entrega a sua paixão: “Eu gosto de recuperar coisas antigas, aparelhos que tenham valor como os rádios valvulados, aqueles que a gente precisa ligar e esperar que eles aqueçam para funcionar. Isso me dá saudade da época que comecei e pretendo continuar por muitos anos, apesar de ser aposentado há três anos”, conclui.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on TumblrShare on Google+Email this to someone
RedaçãoMente de ouro; mãos de prata: A história de Chiquinho, técnico em eletrônica, há mais de 50 anos em Caicó
  • Alberto Medeiros

    Este é meu legítimo irmão Chiquinho.
    Parabéns pela matéria que descreve fielmente a relação dele com a eletrônica de rádio e televisão. (Alberto Medeiros — Natal, RN)

  • Fernando José

    Parabéns ao Sr. Chiquinho pelo seu interesse em manter a nossa profissão viva!

  • Edjane Medeiros

    Meu pai, meu orgulho!!!

  • Felipe Sirtulli

    Parabéns Sr. Chiquinho que tenha muitos anos de vida muitas felicidades e saúde . Parabéns por ainda fazer oque gosta !!

  • Jorge Carvalho

    Muito bom ver isso. Parabéns, Sr.