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Há mais de 40 anos no ramo, tradicional relojoeiro de Caicó confirma aposentadoria: “Vou parar por aqui!”

Em Histórias por RedaçãoDeixe um comentário

Quando o relógio para, a pulseira fica velhinha ou o vidro quebra, a gente sabe a quem recorrer: Nidério Relojoeiro. Um dos mais profissionais mais conhecidos da cidade, desempenha tal função há exatos 44 anos, oferecendo não só acessórios de ótima qualidade, como também uma assistência técnica de primeira. Este ano o paraibano, radicado em Caicó desde 1981, confirmou que irá deixar os serviços que o tornaram conhecido na capital do Seridó.

Francisco Gomes Lemos, 70 anos, tem uma história curiosa. Mais conhecido por Nidério, nome preferencial dos pais, antes fosse o impedimento do batismo por intermédio do padre conhecido da família que solicitou um outro nome à criança. Deste modo foi registrado como Francisco. No entanto, ninguém o assim conhece, pois desde a infância todos o chamam por Nidério.

Natural de Itaporanga, cidadezinha da Paraíba, ele mudou-se para Caicó em meio a um turbilhão de acontecimentos e influências. “Minha mãe morava aqui e eu tinha um cunhado que tinha comércio na cidade. Como Caicó era maior que Itaporanga, decidi mudar e estabelecer meu ponto também por aqui. A vontade foi confirmada depois que sofri um atentado em minha terra natal, obrigando-me a vir embora”, afirma.

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Em Itaporanga/PB, ele deu início às atividades como relojoeiro por influência de um compadre que já atua no ramo. “Trabalhava em sociedade com ele, mas para complemento da renda familiar, comecei a fazer viagens para cidades próximas a minha, pois naquela época não tinha ambulância”, conta.

No decorrer de uma dessas viagens, Nidério sofreu um atentado ao receber um tiro que perfurou a região abaixo do seu braço. “Estava indo rumo a Flores, na Paraíba. O cara atirou em mim na intenção de matar, mas afirmou, na época, que era apenas para roubar. Fiquei sem poder trabalhar por um tempo. O acidente foi grave!”, relembra.

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Após o atentado, Nidério finalmente mudou-se com sua família para Caicó, trazendo além de malas, a esposa e os quatro filhos que por aqui se criaram. O ofício como relojoeiro sustentou o lar por décadas, mas este ano ele anunciou o fim de suas atividades como tal profissional. “Há seis anos eu sou aposentado, mas este ano irei parar, pois estou com problemas de labirintite e não quero que ele se agrave”, diz.

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O grande empenho em seu trabalho o possibilitou uma clientela fiel e constante. “Abro meu ponto de segunda a sábado, em horário de expediente e sempre tenho várias pessoas para atender porque trabalho com produtos de qualidade como pulseiras de couro, baterias e vidros”, resume.

Os preços em Nidério Relojoeiro são amistosos. Existem opções em pulseiras de couro, a partir de apenas R$ 15. Já as baterias podem ser encontradas a começar por R$ 3. Ainda assim, a assistência técnica é um grande chamariz para o negócio que o tornou famoso neste tempo de trabalho prestado em nossa cidade.

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RedaçãoHá mais de 40 anos no ramo, tradicional relojoeiro de Caicó confirma aposentadoria: “Vou parar por aqui!”