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Chef caicoense realiza importante participação em Festival Gastronômico

Em Caicó, Gastronomia por RedaçãoDeixe um comentário

Durante a 10º edição do Festival Gastronômico da Pipa, um dos mais importantes da região, aconteceu entre 10 e 18 de Outubro deste ano, na famosa Praia da Praia, litoral sul do Rio Grande do Norte. O chef caicoense José Lucena juntamente a outro chef potiguar Wellington Freitas, concorreram em dupla na categoria “Entrada” dentro do segmento de Petiscos.

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Proprietário da Sorveteria Slup Ice em Caicó, José é formado em Gastronomia pela UnP em Natal, mas se notabilizou diante das suas inúmeras receitas gourmet aproveitando o seu principal produto, o sorvete e incrementando pratos inusitados e deliciosos. Foi com essa veia criativa que ele encarou o desafio de participar deste tão grandioso festival. Mais detalhes na entrevista a seguir…

 

- Como surgiu a ideia de participar deste festival?

Já participei de outros concursos mais simples. Vi no Festival Gastronômico da Pipa, a oportunidade que aguardava para mostrar o meu talento e levar a rica gastronomia do Seridó para o mundo. Este foi, portanto, o primeiro festival que me dediquei, estudei e me aprofundei para participar.

 

- Como foi o período de preparação?

Ao total de dois meses em constantes reuniões com o meu parceiro Wellington na busca por desenvolver um prato adequado e bem elaborado. Tanto estruturalmente, quanto fisicamente. Criamos uma logística a base de muitos treinos para poder participar a altura do festival .

 

- Na hora da competição, como tudo fluiu?

Antes da competição em si é nos dado um tempo para fazer o “Mise en Place”, uma expressão francesa que significa literalmente “posta no lugar”, ou seja, simplesmente deixar todos os ingredientes e elementos da receita prontinhos para executar a receita corretamente. Apesar disto, fomos a única dupla a prepara tudo momentos antes. Creio ter sido por isso que perdemos um minuto no tempo total. As demais duplas já levaram prontos como solicitado.

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- Qual foi o prato desenvolvido?

Todos os anos, o Festival determina uma iguaria para ser base do prato. Este ano foi a banana. Portanto, criamos um Medalhão de Banana, intitulado Medalhão Seridoense. O seu recheio era com paçoca de carne de sol sem farinha, molhada na nata e puxada na cebola roxa e queijo de coalho ralado. A base do prato era formada por um purê de macaxeira com banana, além do perfume da pimenta de cheiro, iguaria que só existe no Seridó. Pra fechar com chave de ouro, um bejú de caco, farinha de mandioca, cebolinha e gergelim preto.

 

- Porque usar ingredientes seridoenses na receita?

Pela questão de valorizar a nossa cultura em especial os elementos que fazem parte da nossa tão rica gastronomia. Apresentamos uma opção de prato bem harmonizada e determinada em sabores aromáticos. Levamos Caicó para o mundo porque existia na banca de jurados, chefs de outras nacionalidades como um argentino e outro chileno, além de outros representando diversas regiões do Brasil.

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- Como foi o resultado final?

Ficamos em segundo lugar em uma competição com outras três duplas. Trabalhamos muito para que os jurados sentissem o sabor da banana mais acentuado. Em uma análise sensorial é possível identificar perfeitamente o sabor de cada ingrediente. Apesar da inovação na montagem do prato, não fugimos do padrão estabelecido aqui. Inovamos, mas mantendo a origem.

 

- Quais os próximos planos? Mais festivais?

Pretendo participar de outros festivais, mas também investir na área de consultorias. Aonde eu puder me inscrever e ser classificado, eu estarei dentro. As pessoas devem acreditar mais nelas mesmas e mostrar que você é capaz sim. Não ter medos de desafios porque tem medos nunca vai alcançar seus objetivos. Não ache que alguém é maior que você. Busque se destacar aonde você tiver.

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