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Caicoense chega a Universidade de Harvard nos EUA e deslancha no mercado de games

Em Economia/Negócios, Rio Grande do Norte por RedaçãoDeixe um comentário

Um pequeno em terra de gigantes, esse é Jesiel Lucena, caicoense de 24 anos, que saiu do Rio Grande do Norte para mergulhar de cabeça na profissão que sempre sonhou e que vem atraindo cada vez mais jovens do mundo inteiro: Desenvolvedor de Jogos. Hoje Jesiel trabalha e estuda  em Boston, nos Estados Unidos. E foi de uma das mais prestigiosas universidades do mundo, a Harvard, que ele recebeu o convite para ministrar aulas sobre o que vem aprendendo.

De junho a agosto, Jesiel ministrará aulas de Vídeo Game Development e Produção Musical num Summer Camp (curso de verão). “Acampamentos de verão são muito populares por aqui. Eu queria arrumar um estágio pra continuar praticando minhas aptidões, e até pra fazer novas amizades e contatos. Saí com a cara e a coragem na internet, procurando oportunidades de emprego, enviando currículos e emails. O mercado aqui é bem competitivo e eu terminei sendo rejeitado várias vezes até receber o convite da Harvard”, conta.

Chegar onde está não foi fácil.  O caicoense teve que prender inglês de forma autodidata, via músicas, filmes e games. Depois, em Natal, passou no vestibular aos 17 anos, para Engenharia da Computação na UFRN. Após concluir o curso participou do primeiro Ciência sem Fronteiras para Mestrado Profissional nos EUA. Foi um dos primeiros norte-riograndenses a integrar o programa.

Aplicativos e  projetos musicais
Entre 2014 e 2015, Jesiel criou com um amigo um jogo para celulares chamado Mettle. Ele explica que é um jogo/rede social, no qual você envia desafios por vídeo pros amigos, e cada desafio realizado vai somando pontos. Além de engenheiro, Jesiel é também produtor musical e DJ. Ano passado lançou seu projeto experimental Electro Entertainment System, cujo o som, diz, “tem influências de Daft Punk, Kraftwerk e Elvis Presley”.

“Sempre gostei de computação e de games. Minha outra paixão era a música, mas nunca tive oportunidade de ser profissional nisso, e não conseguiria me sustentar financeiramente só de música. Aprendi a tocar violão por conta própria, e sempre quis botar um pouco mais de música na minha vida. Terminei virando produtor musical e DJ no tempo livre”, relata.

Jogos educativos
Ainda em Natal, Jesiel desenvolveu seus primeiros jogos. “Trabalhei por dois anos numa empresa chamada WiLivro, que desenvolve jogos educativos usados em escolas do Brasil inteiro. A maior parte do fundo de investimento vinha do próprio governo, que comprava os cursos e jogos. Na época, éramos praticamente eu, o desenvolvedor, e meu amigo Allan Talma, o artista”, lembra.

Sobre o mercado de games no Brasil, Lucena vê poucas perspectivas. “O mercado de games é bem escasso no Brasil. E não há mercado em Natal, infelizmente, e há muito pouco ainda em pólos como Rio de Janeiro e São Paulo”. Mesmo assim ele não deixa de acreditar em futuros avanços. “Ao fim do meu curso eu voltarei ao Brasil. Planejo morar no Rio de Janeiro por pelo menos 2 anos. O foco do Ciência Sem Fronteiras é trazer estudantes que possam profissionalizar essas áreas de inovação no nosso país. Eu espero ajudar a construir um mercado mais forte no que se refere aos video games”, finaliza.

Com informações da Tribuna do Norte

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